terça-feira, 8 de maio de 2007

SAIBA MAIS

As Cores da Diversidade

A América Latina é tema permanente em centro cultural de Brasília


Fonte: Cecac
"É preciso superar nosso complexo de colonizados", diz o professor José Marques de Melo na última palestra desta segunda-feira. Embora direcionada aos assuntos da comunicação, a afirmação vale também para qualquer aspecto da vida social e cultural dos latino-americanos.

Um exemplo dessa superação sugerida por Melo é a Casa da Cultura da América Latina (CAL) que, assim como o CELACOM, é uma tentativa de discutir e instigar o orgulho e a identidade do povo latino-americano. Construída em 1987 em Brasília, o espaço visa mostrar a imensa diversidade de etnias e culturas que, por conviverem nesse continente, contribuíram à constituição de um repertório cultural singular, feito de multiplicidade e misturas, traço sempre presente em sua produção intelectual e artistíca.

Ligada à Universidade de Brasília, a casa é também um centro de pesquisa e difusão da cultura latina. O centro artístico, que completa 20 anos em julho, é uma fonte para despertar o interesse acadêmico pelas origens étnicas e culturais desta "fatia" pouco lembrada da América. Dando destaque as artes visuais, a CAL abriga mais que as cores das telas, ela incentiva e apresenta, orgulhosa, as cores da america-latinidade.

Seja na comunicação ou na cultura, a heterogeneidade dos latinos-americanos deve ser amplificada e discutida não para buscar a unidade, mas sim para enaltecer a diversidade e as inúmeras possibilidades geradas pelo convívio dos "diferentes".
Por Mabel Teixeira

segunda-feira, 7 de maio de 2007

HUMOR: ESTRELAS DA ECOS 1


Nessa seção iremos apresentar o famoso elenco de estrelas da ECOS!!!

Para estrear o quadro a protagonista dos enredos digitais e a escolhida para ser garota Google 2007: Raquel Ponto Com






Por Mabel Teixeira

HUMOR

E o mistério da 1ª noite do CELACOM continua ...



... onde foi parar o "carro fantasma" do Diretor da ECOS?!?



Por
Mabel Teixeira

COLÓQUIO

A diáspora que fez Escola

Estudiosos debatem questões sobre o pensamento latino-americano no meio acadêmico

Foto: Mabel TeixeiraDa esquerda para direita: José Marques de Melo, Rosa Maria Dalla Costa, Gustavo Leon Duarte e Antônio Heberlê

O primeiro colóquio realizado no CELACOM 2007 trouxe para o debate o pensamento latino-americano. A ELACOM - Escola Latino-Ameticana de Comunicação foi um dos temas tratados no colóquio "Pensamento comunicacional latino-americano: A diáspora que fez Escola", pelo Professor Gustavo Adolfo Leon Duarte(México). Ele ressaltou a importância da ELACOM como uma nova hegemonia do pensamento latino-americano, revelando ao meio acadêmico uma nova forma de produção de conhecimento.

O método de pesquisa utilizado pelo Professor demonstrou que as produções científicas sobre a ELACOM vêm crescendo, segundo ele cerca de 150 trabalhos já foram produzidos nos países latino-americanos. O Brasil é um dos que mais produz artigos científicos sobre o tema, são 116 publicações envolvendo a Escola.

Já a congressista Professora Rosa Maria Cardoso Dalla Costa(UFPR) trouxe para o evento as questões voltadas para as teorias da comunicação da América-Latina, tratadas como um aspecto importante para a formação do comunicador social e do pensamento comunicacional. Dalla Costa ressaltou que a formação dos estudantes de comunicação é mais voltada para o mercado, e não para as questões acadêmicas, e que para uma nova construção de conhecimento. "Os professores passam a teoria, mas não fazem os alunos pensarem sobre a complexidade da comunicação, mas sem desprezar o fazer técnico", refere-se a Professora sobre a falta de incentivo de professores aos alunos.

Encerrando o primeiro dia, o Professor José Marques de Melo(Cátedra da Unesco/ SP), um dos nomes mais esperados do congresso, enfatizou a importância do desenvolvimento do pensamento científico diferenciado das Escolas européias e norte-americanas, muito utilizadas. Para ele isto é decorrência do "complexo colonizado", onde tudo o que é latino-americano é desprezado por muitas pessoas. "Não devemos ser xenófobos e acharmos que tudo o qué nosso é melhor, mas devemos cada vez mais utilizar o pensamento latino-americano no pensamento comunicacional", esclarece.


Por Sandra Henriques

HUMOR



Por Mabel Teixeira

ABERTURA OFICIAL

Autoridades fazem abertura oficial do CELACOM 2007

Convidados enfatizam importância do evento


Fotos: Mabel Teixeira

Da esquerda para a direita: Jairo Sanguiné, Eliseo Véron, Vini Rabassa, Alencar Proença, José Melo e Antônio Heberlê


A abertura oficial do CELACOM 2007 aconteceu às 19h 30 min no Auditório Central da UCPel. Na solenidade estavam presentes as autoridades convidadas, entre elas o Reitor Alencar Proença, a Pró-Reitora de Extensão Vini Rabassa, o Coordenador do CELACOM em São Paulo José Marques de Melo, o homenageado Eliseo Verón, o Diretor da Escola de Comunicação Jairo Sanguiné e o Coordenador do CELACOM em Pelotas Antônio Heberlê.

O Diretor da Ecos, Jairo Sanguiné agradeceu a presença de todos e enfatizou a relevância do Colóquio. “Para Ecos e para os acadêmicos é muito importante um evento como este. Ainda mais quando lembramos que a nossa escola está fazendo 50 anos de história”.

Para José Marques de Melo é importante o acontecimento do CELACOM em Pelotas, já que é a primeira vez que o Colóquio Internacional acontece fora de São Paulo. “Achamos que este era o momento de socializar este evento com outras universidades”.

O CELACOM continua na terça e quarta feira também no Auditório Central da UCPel.

Por Jéssica Britto

MESA REDONDA

Professor da USP minimiza diferença entre formatos jornalísticos

Para Manuel Chaparro, só existem dois gêneros e com poucas diferenças


Um seria o gênero do relato; o outro do documentário. O primeiro diz respeitos às reportagens, entrevistas, notícias e cia. Já o segundo seriam as crônicas, as resenhas críticas e etc.

Porém, para Chaparro, essa separação só existe para que haja uma tentativa de purificação das matérias informativas, já que, assim, a opinião só existiria, em tese, nos espaços reservados para tal.

Para ele, a opinião e o fato se confundem em todos os gêneros jornalísticos. No jornalismo opinativo, a partir de um fato se desenvolve uma idéia. Já no informativo, é o contrário: a partir de uma idéia (de um ponto de vista), se narra um fato. Para finalizar a sua participação na mesa redonda das 16 horas desta segunda-feira, Chaparro deixou uma pergunta no ar: “Se eu decido o que é o mais importante para ir ao ar, como separar informação de opinião?”.
Por Gabriel Fonseca