Mostrando postagens com marcador Palestras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Palestras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de maio de 2007

COLÓQUIO 3


Com a palavra, Eliseo Verón

Um dos mais esperados nomes do CELACOM falou, dentre outras coisas, sobre a universidade

Foto: Juliana Recart

Eliseo Verón faz sua esperada exposição ao público do CELACOM

Auditório Central da UCPel lotado para a última noite do XI Colóquio Latino-Americano de Comunicação. O motivo? O tema em debate no Colóquio 3: Pensamento Comunicacional Latino Americano: As idéias inovadoras de Eliseo Verón, mas mais especificamente o próprio dono dessas idéias, Eliseo Verón.

E para falar do semiólogo argentino, conceituado no campo da Comunicação, o blog cobertura celacom2007 se dá o direito de reproduzir as idéias do pesquisador com relação a universidade.

“Creio que há uma crise da universidade como instituição. Isso também acontece na Europa”. Para Verón, atualmente a universidade vive um estado de inércia, e precisa inovar. "Precisamos de instituições autônomas, onde se possa pensar em romper paradigmas", disse.

Durante cerca de 20 minutos de explanação, o pesquisador falou ainda sobre o futuro da mídia televisiva. Para saber mais sobre o assunto basta acessar o podcast deste blog.

Especialmente para os futuros comunicólogos presentes no evento, e interessados em se aprofundar nos estudo de Comunicação, Verón anunciou, quase ao final de sua fala, que está sendo organizado um Centro de Comunicação e Semiótica no Estado de Alagoas. A previsão é de que os trabalhos tenham início já no primeiro semestre de 2008.

Agora é tempo de pós-cobertura. Em breve, a opinião dos alunos que participaram do Celacom e viajaram à Passo Fundo, rumo ao Intercom Sul.

Por Rafael Varela

COLÓQUIO 3


Eliseo Verón sob a ótica de seus admiradores

Os expositores do último colóquio do CELACOM 2007 falaram ao público através das idéias de Verón


Foto: Juliana Recart

Expositores discutem as idéias de Verón e realizam a última mesa de debates do CELACOM

Com o auditório lotado, no último dia de encontro do CELACOM 2007, os expositores do colóquio 3 – Idéias inovadoras de Verón – tinham que atender as expectativas de um público que apontava este como o grande dia do congresso.

Sob a coordenação de Sérgio Porto, os palestrantes Antônio Fausto Neto, Elizabeth Gonçalves, Giovandro Ferreira e Geraldo Nunes falaram a respeito das contribuições de Eliseo Verón, presente na platéia, para o campo da comunicação.

Num gesto declarado por Sérgio Porto como cavalheirismo, a pesquisadora Elizabeth Gonçalves toma primeiramente a palavra.

A pesquisadora abordou a gramática de produção na revista Scientific American e, entre outras idéias apresentadas, Elizabeth falou sobre o contrato de leitura entre a revista e o leitor, enfatizando a renúncia do veículo à espaços publicitários privilegiados, apontando como prioridade da Scientific American o comprometimento com questões científicas.

Neste sentido, o público alvo da revista representa uma parcela de leitores que se preocupa em construir conhecimento e que têm expectativas quanto ao conteúdo e a forma de abordagem dos assuntos escolhidos.

Logo após, Fausto Neto citou quatro obras de Eliseo Verón publicadas no Brasil. Ao citar como exemplo Ideologia, estrutura e comunicação, Neto apresenta o pensamento de Verón ao produzir a obra como uma teoria da comunicação pensada de uma matriz não utópica, mas ao mesmo tempo ocupando um outro modo científico de se pensar os fenômenos de comunicação.

Com propriedade, Neto aponta Verón como um pesquisador que deixou de lado os autores funcionalistas na busca de um modelo que possa, de um outro lugar, constituir um modo de sistematizar uma teoria da comunicação que leva em conta a questão dos fenômenos de significação, ao que Verón chamou de “sondagens sobre o sentido”, e mais tarde de “discurso socialista”.

Na obra, é lançada uma hipótese que afronta a teoria funcionalista, que propõe a idéia de que a questão dos sentidos não está relacionada com o conteúdo de consciência, mas sim com operações realizadas por emissores e receptores.

Para encerrar sua exposição, Neto comenta: - “Eliseo muitas vezes trabalha com questões aparentemente simples. Porém, são os pequenos objetos que trazem os grandes pormenores, e estes pormenores são o que constituem a matéria prima”.

Na sequência, Giovandro Ferreira abre seu espaço falando da emoção de estar discutindo ali idéias difundidas por autores que se encontravam presentes, como o próprio Eliseo Verón.

Em slides demonstrados ao público, ferramenta utilizada por boa parte dos palestrantes, Giovandro aponta considerações a respeito de 10 idéias inovadoras de Verón a partir de uma ótica própria.

A análise dos pólos emissores e receptores, a segmentação dos conteúdos, o estudo do discurso além da lingüística e a fotografia como significante não-verbal foram tópicos proferidos pelo palestrante como discussões inovadoras do autor.
No último apontamento, Giovandro apresenta uma de suas citações preferidas de Verón: “Toda cultura está num copo de iogurte”

Por último, Geraldo Nunes relata sua experiência com Verón, em demonstrações verbais de grande reconhecimento e também agradecimento às contribuições do professor e pesquisador em sua carreira profissional.
Nunes introduz noções sobre a personalidade de Verón como alguém que incentiva e instiga em seus aprendizes a paixão pela reflexão crítica, sendo esta uma prática que deve ser constante e renovável, e a teoria conservadora ser confrontada.

O palestrante aponta Eliseo Verón como um autor que influenciou centenas de pesquisadores na América Latina ao longo dos últimos 30 anos. Em um aspecto menos formal, Nunes fala do professor Verón como um ser de sensibilidade notável e estimulante, sendo isto determinante para elaboração dos projetos de pesquisas que desenvolveu.

Para encerrar o colóquio 3, Sérgio Porto chamou o público ao debate com os expositores. Porém, a ansiedade da platéia em assistir Eliseo Verón com a palavra calou qualquer questionamento para dar espaço ao momento mais esperado do CELACOM 2007.
Por Juliana Recart

COLÓQUIO 3

“Estamos vivendo um novo tempo em comunicação”

Alex Primo, Doutor pela UFRGS, falou sobre as mudanças da era pós-moderna


Foto: Divulgação

Digital Trash e micromídia digital: esses foram os assuntos abordados pelo professor e doutor da o vídeo “Fala Sônia”. Isso acontece porque na era pós-moderna “o sentir em conjunto é um fator de socialização”, e porque, na ética de hoje em dia, não há a obrigação de seguir o puritanismo da era moderna, e nem sanção para quem contrariar esse moralismo tão cultivado anteriormente.

O professor acredita que esse novo momento faz com que a televisão e outros meios tradicionais percam poder: “Para a subcultura, a grande mídia não tem credibilidade”, afirmou.

Além disso, profetizou que será impossível compreender o século XXI sem entender a micromídia, enfatizando o processo dialógico que ela proporciona. “A micromídia transforma uma blogueira em uma modelo”, disse, referindo-se ao caso da blogueira “Maluka”, que hoje trabalha para a empresa gaúcha Melissa.

Por Gabriel Fonseca

terça-feira, 8 de maio de 2007

COLÓQUIO 2


Idéias de Luiz Beltrão e Paulo Freire discutidas no CELACOM

Segundo colóquio aborda pensamento de grandes teóricos


Na noite de terça-feira o segundo colóquio do CELACOM 2007 falou sobre Pensamento Comunicacional Latino-Americano: as idéias pioneiras de Luiz Beltrão e Paulo Freire. Convidados para debater o assunto, estavam presentes como coordenador Pedro Gilberto Gomes (Unisinos – RS), Ana Carolina Temer (UFG), Valério Brittos (Unisinos), Antônio Hohlfeldt (PUCRS) e José Marques de Melo.
Ana Temer iniciou o debate falando sobre os Apontamentos sobre Jornalismo na TV, apesar de tema tratado estar fora do foco da noite, Ana contribui muito com seu conhecimento e conclui a palestra opinando sobre televisão. “A televisão é um veículo representativo de uma sociedade que padece ao mesmo tempo do excesso e da falta de informação”.

Valério Brittos foi o segundo palestrante da noite e falou sobre Midiatização, educação e direito no capitalismo contemporâneo e num contexto geral disse é necessária uma midiatização mais plena, em que a informação deixe de ser superficial. Pois, o que falta é um debate da mídia pela própria mídia.

Fazendo o encerramento da noite, tiveram com a palavra Antonio Hohlfeldt e José de Melo que discutiram as idéias de Beltrão e Freire, destacando a importância dos trabalhos realizados por estes dois pensadores.


Por Jéssica Britto

PALESTRA ELISABETH BASTOS DUARTE

Gêneros televisivos contradizem o mundo real

Aquilo que deveria representar cotidianos, na verdade internaliza em seus “clientes” um falso discurso

Foto: Divulgação

Elisabeth Bastos Duarte


No segundo dia de CELACOM, a Mesa Redonda 2 trouxe o debate Gêneros Midiáticos: formatos impressos e audiovisuais, sob a coordenação de Antonio Hohlfeldt.

Entre os expositores convidados, Elisabeth Bastos Duarte, atualmente professora de Pós Graduação da Universidade Federal de Santa Maria, falou sobre os Gêneros para produção televisiva, e garantiu o interesse do assunto ao afirmar que os gêneros são “um guia de leitura e uma forma de controlar os sentidos”.

Para Elizabeth, a classificação dos gêneros televisivos obedecem um sistema de vendas de produtos ao telespectador. “O merchandising faz parte de toda a estrutura de programação”, comentou ela ao introduzir a idéia de lógica de mercado a que atende a televisão aberta brasileira.

Em uma análise sobre as categorias que permitem classificar os gêneros, Elizabeth apontou a televisão como algo que nasceu para representar uma janela do mundo, que levaria para o exterior uma serie de discussões produzidas pelo meio. Assim, a tv propunha uma relação direta com o mundo real e o discurso, tendo a veracidade de seu relato como um compromisso. Dessa forma, duas classificações de gêneros podem ser verificadas: o plano de realidade e o regime de crença.

A questão é que, atualmente, este regime de crença é lesado com os cenários montados pela programação que não correspondem à realidade, chegando sim a relacionar-se com um mundo paralelo e contraditório, praticamente uma farsa do desenho social, mas que acaba fazendo parte dos discursos produzidos e significações internalizadas pelos telespectadores. É a televisão criando, a partir de regras próprias, e de seus mais legítimos interesses, pautas em cima de realidades artificiais. Nas palavras da palestrante, “como se o exibido substituísse o relato”.

Após o debate, a palestrante Elizabeth Duarte, questionada quanto ao merchandising nas programações televisivas, respondeu à equipe do blog “ cobertura CELACOM 2007”:

“Até pouco tempo atrás a publicidade era um gênero televisual, mas um gênero intervalar. Hoje, a publicidade ganhou novos formatos.

O merchandising é um formato de publicidade que entra no interior dos programas, que faz parte da estrutura narrativa desses programas. Por exemplo, existem tele novelas que já são planejadas para abrigar uma série de merchandising. Então, existe uma hibridação enorme daquilo que seriam gêneros, ou subgêneros audiovisuais na minha ótica, e o subgênero que é a publicidade, hoje, adentrou para o interior dos programas, das emissões. O mesmo aconteceu com o marketing social”.
Por Juliana Recart

PALESTRA JOSÉ ARONCHI



Professor de Natal palestra no CELACOM

José Carlos Aronchi fala sobre televisão aberta

Foto: site da summus editorial

José Carlos Aronchi de Souza


A palestra de abertura na manhã de terça-feira do CELACOM 2007 foi proferida pelo Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, José Carlos Aronchi de Souza. Aronchi que estuda a televisão aberta, trabalhou o tema dentro do tema central sobre gêneros e formatos na televisão brasileira.

Durante a palestra Aronchi definiu as categorias e os formatos da TV Brasileira, enfatizando o que é e como funcionam a programação e a grade de horário. Para ele a programação é um conjunto de programas transmitidos por uma rede de televisão e a grade de horário, são os horários planejados e previamente divulgados da programação. O que se torna muito viável em países de baixa renda, como o Brasil, onde existe uma horizontalidade de programação, em que assistimos todos os dias, no mesmo horário, o mesmo gênero televisivo.

O palestrante definiu que a televisão tem quatro funções: entreter, informar, educar, propagar e vender, através destes pontos é que se deve trabalhar para busca de uma maior qualidade na televisão. “É preciso colocar ordem na casa, definir gêneros e formatos para que as coisas funcionem melhor”, afirmou Arounchi.

José Aronchi estará às 18 horas no saguão do auditório central da UCPel fazendo o lançamento do seu livro “Gêneros e formatos na televisão brasileira”, distribuição no CELACOM e na Livraria Educat.

Por Jéssica Britto

COLÓQUIO 2

Mesa Redonda abre o segundo dia do CELACOM


O tema Gêneros Midiáticos foi destaque na manhã desta terça-feira


O segundo de dia do Cóloquio Internacional sobre a Escola Latino Americana de Comunicação teve início às 9 horas com mesa redonda coordenada pelo professor Dr. Antônio Hohlfeldt (PUCRS).

Durante as 3 horas de apresentação, os palestrantes José Aronchi (UFRN), Ana Regina Leal (UFPI), Najara Pinheiro (UCS) e Elizabeth Duarte (UNISINOS) discutiram trabalhos científicos sobre o tema "Gêneros Midiáticos: Formatos Impressos e Audiovisuais". Segundo a acadêmica de jornalismo da UCPel, Larissa Reinhardt, as explanações foram bastante elucidativas, ressaltando de forma consistente aspectos pouco explorados dos gêneros midiáticos sob a óptica latino-americana.

Com um público reduzido em relação ao primeiro dia de congresso, os expositores enfatizaram que os profissionais da comunicação devem ter habilidade de identificar a melhor maneira de utilizar o gênero e o formato da peça jornalística.

A programação continua no período da tarde com os Grupos de Trabalhos temáticos inscritos no CELACOM.

Por Mabel Teixeira

segunda-feira, 7 de maio de 2007

PALESTRA INICIAL

Professora da Metodista falou sobre gêneros na tevê


Conferência deu início às atividades do CELACOM

Foto:Jéssica Britto

Ana Maria Fadul

Está aberta a sessão. Pontualmente às 15h, a professora Ana Maria Fadul, da Universidade Metodista (SP) deu início às palestras do XI CELACOM. A professora falou sobre Gêneros na Televisão Brasileira, assunto que deu nome à conferência e trouxe uma curiosidade à alguns participantes: a palestrante lembrou que as primeiras teorias dos gêneros surgiram com o filósofo Aristóteles , no século IV a.c.O objetivo da conferência, segundo a pesquisadora, era ressaltar dois aspectos.

De um lado, a reflexão teórica: “o que existe de teorias sobre gêneros?’ . De outro, “como observar a programação na televisão?” “Estamos preocupados em ensinar o aluno a operar os equipamentos. Mas operar para quê? Observo dificuldade por parte de algumas escolas de rádio e tevê no que se refere ao ensino de gêneros”.
Na metade de sua explanação, Ana Maria fez um questionamento: “estudar os gêneros televisivos não é ultrapassado?” E respondeu: “hoje os gêneros são híbridos, fundem, interpenetram, dizem alguns autores. Argumentos usados para não se dar um enfoque mais importante a este particular. Há um desinteresse acadêmico, na medida em que constatamos um hibridismo desse segmento.

Reverter tal situação, na visão da pesquisadora, somente através da “competência do profissional que ingressará na televisão”.

Gêneros

No Brasil, através de um acordo estabelecido entre
tevês comerciais, Ibope e agências de publicidade, os gêneros foram classificados em 16 categorias: jornalismo, minissérie, infantil, esporte, show, novela, filme, série, auditório, educação, entretenimento, feminino, humor, reality show, reportagem-rural.

Para saber mais escute a entrevista cedida pela professora Ana Maria através do nosso Podcast.

Por Rafael Varela