segunda-feira, 7 de maio de 2007

MESA REDONDA

Professor Paraibano critica o atual modelo do jornalismo brasileiro

Wellington Pereira defende uma narrativa plural e mais cognitiva

No debate das 16 horas - em formato de mesa redonda - do CELACOM deste ano, o professor da Universidade Federal da Paraíba, Wellington Pereira, não escondeu o seu descontentamento com a atual situação das redações jornalísticas brasileiras: onde predomina o uso do modelo norte-americano de se fazer notícia, a pirâmide invertida.

Para ele, é necessário que o jornalismo brasileiro se renove e encontre uma identidade que inclua no seu discurso toda a diversidade cultural existente no país. “O jornalismo brasileiro faz um desserviço às novas gerações, pois não explora nossas riquezas culturais, não encontrando, assim, uma linguagem própria”, disse, Wellington.

Além disso, o professor também lamentou o tecnicismo da mídia de hoje em dia, afirmando que o modelo atual não faz pensar, e, portanto, não enriquece o imaginário pessoal dos leitores.
Por Gabriel Fonseca

PALESTRA INICIAL

Professora da Metodista falou sobre gêneros na tevê


Conferência deu início às atividades do CELACOM

Foto:Jéssica Britto

Ana Maria Fadul

Está aberta a sessão. Pontualmente às 15h, a professora Ana Maria Fadul, da Universidade Metodista (SP) deu início às palestras do XI CELACOM. A professora falou sobre Gêneros na Televisão Brasileira, assunto que deu nome à conferência e trouxe uma curiosidade à alguns participantes: a palestrante lembrou que as primeiras teorias dos gêneros surgiram com o filósofo Aristóteles , no século IV a.c.O objetivo da conferência, segundo a pesquisadora, era ressaltar dois aspectos.

De um lado, a reflexão teórica: “o que existe de teorias sobre gêneros?’ . De outro, “como observar a programação na televisão?” “Estamos preocupados em ensinar o aluno a operar os equipamentos. Mas operar para quê? Observo dificuldade por parte de algumas escolas de rádio e tevê no que se refere ao ensino de gêneros”.
Na metade de sua explanação, Ana Maria fez um questionamento: “estudar os gêneros televisivos não é ultrapassado?” E respondeu: “hoje os gêneros são híbridos, fundem, interpenetram, dizem alguns autores. Argumentos usados para não se dar um enfoque mais importante a este particular. Há um desinteresse acadêmico, na medida em que constatamos um hibridismo desse segmento.

Reverter tal situação, na visão da pesquisadora, somente através da “competência do profissional que ingressará na televisão”.

Gêneros

No Brasil, através de um acordo estabelecido entre
tevês comerciais, Ibope e agências de publicidade, os gêneros foram classificados em 16 categorias: jornalismo, minissérie, infantil, esporte, show, novela, filme, série, auditório, educação, entretenimento, feminino, humor, reality show, reportagem-rural.

Para saber mais escute a entrevista cedida pela professora Ana Maria através do nosso Podcast.

Por Rafael Varela

ABERTURA

Abertura oficial do CELACOM tem horário alterado

Abertura foi transferida para noite

Foto: Rafael VarelaMaria Cristina Gobbi e Antônio Heberlê

A abertura oficial do CELACOM 2007, que iniciou hoje na UCPel, com as autoridades convidadas marcada para 14 horas, teve sua programação alterada e foi transferida para o período da noite.

O motivo da mudança explica o Coordenador da UCPel Antônio Heberlê se deu pelo atraso de um dos convidados. “O José Marques de Melo não chegou a Pelotas em tempo e por determinação do Reitor Alencar Proença, a abertura oficial foi transferida para noite”. Heberlê disse que pelo Curso de Comunicação ser noturno, é viável a abertura neste horário.

Foi feita uma breve explanação no início do colóquio por Antônio Heberlê e pela Coordenadora da Cátedra Unesco Maria Cristina Gobbi. A palestra de abertura foi dada pela Professora da Metodista Ana Maria Fadul que falou sobre Gêneros na Televisão Brasileira.

A abertura oficial acontece às 20 horas no Auditório Central da UCPel.

Por Jéssica Britto

RECEPÇÃO

Entrega dos materiais antecede abertura oficial do evento

Uma maior movimentação para a retirada dos materiais é esperada para esta tarde

Fotos: Gabriel Fonseca

Alunos durante o credenciamento

Ocorreu na manhã desta segunda-feira, na entrada do auditório principal (o Jandir Zanotelli) da Universidade Católica de Pelotas, a entrega dos crachás e dos materiais do Celacom (vide foto) para os profissionais, estudantes e demais inscritos no evento deste ano. Como a abertura e o primeiro colóquio estão marcados para esta tarde, a procura por esses materiais deve se intensificar nesse período. Quem ainda não adquiriu o seu crachá poderá fazê-lo, durante todo o período do evento, no saguão de entrada do auditório Jandir Zanotelli.

NOVIDADE: Quem esteve pela manhã no auditório foi surpreendido com um estande da livraria São José – que ficará lá montado durante o Celacom. A maioria dos livros são sobre comunicação, mas também há livros sobre filosofia e outros temas.
Estande da livraria São José

Por Gabriel Fonseca


É HOJE



Por Mabel Teixeira

domingo, 6 de maio de 2007

CONFERÊNCIA

Foto: Divulgação
Eliseo Verón é um dos nomes mais esperados para o CELACOM

Professor e semiólogo argentino fará o encerramento do Colóquio

De sete a nove de maio, a UCPel será cenário da Comunicação. Sediará o Celacom - XI Colóquio Latino-Americano de Comunicação . E para debater Gêneros Comunicacionais: formatos e tipos latino-americanos, os participantes poderão contar com a experiência de profissionais da área como Antonio Hohlfeldt (PUCRS), Alex Primo (UFRGS) e Elias Machado (UFSC). Para o último dia do Colóquio, um dos nomes que mais geram expectativa nos organizadores, o do semiólogo argentino Eliseo Verón.

Na Conferência de Encerramento, que está marcada para às 20h30, será apresentado um pouco do pensamento do professor que tem formação filosófica e sociológica, e que é investigador científico e membro do comitê de redação de várias revistas científicas na França.

Verón busca na lingüística fundamentos teóricos para seus pensamentos sobre as ciências sociais; é crítico às teorias que não são sustentadas por pesquisas; mostra-se resistente à aceitação da idéia de “poder total” dos meios de Comunicação - enxerga-os como fenômenos em si mesmos e tem opinião formada sobre as novas tecnologias: “sempre vêm acompanhadas de discursos que prometem mudar a vida das pessoas”.

Por Rafael Varela

sábado, 5 de maio de 2007

HUMOR



Por Mabel Teixeira